O transtorno do pânico é marcado por crises de medo intenso que aparecem de forma súbita, mesmo sem motivo aparente. Durante a crise, sintomas físicos fortes levam muitas pessoas ao pronto-socorro achando que estão tendo um infarto ou morrendo. Entre uma crise e outra, costuma surgir o medo de ter uma nova crise.
Principais sintomas
- Coração disparado, palpitações
- Falta de ar, sensação de sufocamento
- Tontura, sensação de desmaio
- Sudorese, calafrios ou ondas de calor
- Tremores
- Dor ou aperto no peito
- Formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto
- Sensação de estar fora da realidade ou de si mesmo
- Medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer
- Medo antecipatório: evitar lugares ou situações por receio de nova crise
Como é feito o tratamento
O tratamento é eficaz e, na maioria dos casos, permite o controle completo das crises.
A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tem resultados consistentes. A medicação (como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina) ajuda a reduzir a frequência e a intensidade das crises. Em quadros moderados a graves, combinar as duas abordagens costuma trazer melhores resultados.
Mudanças no estilo de vida, como reduzir cafeína, dormir bem e praticar atividade física regularmente, são medidas não medicamentosas essenciais no tratamento do pânico.
Quando procurar ajuda
Vale considerar uma avaliação psiquiátrica quando:
- Crises de pânico repetidas, mesmo sem causa aparente
- Medo constante de ter uma nova crise
- Evitar lugares, situações ou sair de casa com receio de passar mal
- Idas frequentes ao pronto-socorro por sintomas físicos sem causa clínica
- Impacto no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos
Perguntas frequentes
Ataque de pânico é perigoso?
Apesar de muito desconfortável e assustador, o ataque de pânico em si não representa risco à vida. Os sintomas são manifestações da resposta de luta ou fuga do organismo, em um momento em que essa resposta não é necessária.
Por que as crises acontecem "do nada"?
Apesar de parecerem surgir sem motivo, as crises costumam envolver fatores biológicos (sensibilidade individual), contexto de estresse acumulado e padrões de interpretação das próprias sensações corporais. O tratamento ajuda a compreender e modificar essa cascata.
Vou ter crise para sempre?
Não necessariamente. Com tratamento adequado, a maioria dos pacientes atinge melhora muito significativa das crises. O acompanhamento contínuo reduz o risco de recaída.
Preciso usar "calmante" nas crises?
Benzodiazepínicos (como alprazolam, bromazepam ou clonazepam) podem ser úteis em momentos específicos, mas o uso contínuo não é recomendado como estratégia principal. O foco do tratamento é construir ferramentas que permitam ao paciente enfrentar as crises sem depender de medicação de resgate.